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Manifestações oftalmológicas em uma casuística de pacientes com infecção pelo HIV e diagnóstico de sífilis em atividade em acompanhamento em um Hospital Universitário no Rio de Janeiro

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dc.contributor.advisor Eyer-Silva, Walter de Araujo
dc.contributor.author Paiva, Alexandre de Carvalho Mendes
dc.date.accessioned 2026-03-31T18:12:59Z
dc.date.available 2026-03-31T18:12:59Z
dc.date.issued 2022-05-24
dc.identifier.citation PAIVA, Alexandre de Carvalho Mendes. Manifestações oftalmológicas em uma casuística de pacientes com infecção pelo HIV e diagnóstico de sífilis em atividade em acompanhamento em um Hospital Universitário no Rio de Janeiro, Brasil. 2022. 111 f. Dissertação (Mestrado em Infecção HIV/AIDS e Hepatites Virais) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022. pt_BR
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/unirio/14952
dc.description.sponsorship n/a pt_BR
dc.language.iso Portuguese pt_BR
dc.rights openAccess pt_BR
dc.title Manifestações oftalmológicas em uma casuística de pacientes com infecção pelo HIV e diagnóstico de sífilis em atividade em acompanhamento em um Hospital Universitário no Rio de Janeiro pt_BR
dc.title.alternative Ophthalmological manifestations in a case series of patients with HIV infection and a diagnosis of active syphilis under follow-up at a University Hospital in Rio de Janeiro pt_BR
dc.type masterThesis pt_BR
dc.contributor.referee Eyer-Silva, Walter de Araujo
dc.contributor.referee Curi, André Luiz Land
dc.contributor.referee Ferry, Fernando Raphael de Almeida
dc.contributor.referee Tolentino Junior, Julio Cesar
dc.contributor.referee Biancardi, Ana Luiza
dc.contributor.referee Motta, Mário Martins dos Santos
dc.degree.department CCBS pt_BR
dc.degree.grantor Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO pt_BR
dc.degree.level Mestrado Profissional pt_BR
dc.degree.local Rio de Janeiro, RJ pt_BR
dc.degree.program Programa de Pós-Graduação em Infecção HIV/AIDS e Hepatites Virais pt_BR
dc.subject.cnpq CIÊNCIAS DA SAÚDE pt_BR
dc.subject.cnpq MEDICINA pt_BR
dc.subject.cnpq DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS pt_BR
dc.subject.en Syphilis pt_BR
dc.subject.en Neurosyphilis pt_BR
dc.subject.en HIV pt_BR
dc.subject.en Uveitis, posterior pt_BR
dc.description.abstracten Introduction: Syphilis is a sexually transmitted disease caused by the spirochete Treponema pallidum. Its natural history is commonly divided into four stages: primary, secondary, tertiary and latent. Any eye structure can be involved, including anterior segment, lens, optic nerve, uveal tract, retinal vasculature and optic pathways. Uveitis is the most common manifestation of the disease. Ocular syphilis incidence has increased significantly in the last decade, especially in HIV infected patients, wich may develop more severe, bilateral and a poor visual prognosis. Objectives: To study ocular changes and ocular syphilis frequencies in patients with HIV infection diagnosed with active syphilis and/or neurosyphilis followed up at Gaffrée e Guinle University Hospital, through ophthalmologic examination and OCT. To identify association between demographic, clinical, laboratorial (including liquoric), social and behavioral variables with ocular syphilis. Methods: Cross-sectional study of a case series of HIV infected outpatients and diagnosed with active syphilis and/or neurosyphilis, carried out at the Gaffrée e Guinle University Hospital Ophthalmology Department from August 2020 and September 2021. Clinical and laboratorial data were obtained through a detailed anamnesis. Ophthalmologic physical examination consisted of: corrected visual acuity measurements, pupil assessment, anterior segment biomicroscopy, fundus biomicroscopy and indirect binocular ophthalmoscopy under mydriasis. Then, macular optical coherence tomography (OCT) scans were performed. Statistical analyzes were performed using the statistical software IBM SPSS 27.0. The level of statistical significance for all analyzes was set at 0,05. Results: Ocular syphilis was found in seven patients (17,5%). Four patients (57%) showed bilaterality. Five patients (72%) were male (all of them MSM) and two (28%) were female. Mean age was 42 years (IR 33 - 49). There was no statistical association between ocular syphilis and CD4 T cells blood counts, HIV plasmatic viral load, and liquor abnormalities. Statistically significant difference was found between ARV use duration (p=0,034) and HIV infection diagnosis duration (p=0,009) in patients with and without ocular sýphilis. The main complaints were: blurred vision (n=4; 57,1%), central scotoma (n=3; 42,8%) and floaters (n=2; 28,5%). One patien twas asymptomatic. Among the eleven eyes with ocular syphilis, one (9%) presented visual acuity equal or worse than 20/200. Ocular findings were: posterior uveitis (n=7; 100%), anterior vitreous cells (n=6; 85,7%), epithelitis (n=4; 57,1%), vasculitis (n=3; 42,8%), papillitis (n=3; 42,8%), pseudoretinitis pigmentosa (n=3; 42,8%), RAPD (n=2; 28,5%), pale optic disc (n=2; 28,5%) and scarring retinitis (n=1; 14,2%). OCT alterations were: choroid hipereflectivity (n=4; 57,1%), IS/OS junction disruption (n=3; 42,8%), RPE nodulation (n=2; 28,5%) and RPE atrophy (n=2; 28,5%). Conclusion: This study determined ocular syphilis and its alterations through physical examination and OCT of HIV infected patients diagnosed with active syphilis and/or neurosyphilis, even if asymptomatic. pt_BR
dc.degree.country Brasil pt_BR
dc.description.sponsordocumentnumber n/a pt_BR
dc.description.abstractpt Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmitida causada pela espiroqueta Treponema pallidum. Sua história natural é comumente dividida em quatro fases: primária, secundária, terciária e latente. O acometimento ocular é variável, e envolve o segmento anterior, cristalino, nervo óptico, trato uveal, vasos da retina e vias ópticas. A uveíte é a manifestação intraocular mais comum da doença. A incidência da sífilis ocular aumentou sobremaneira na última década, em especial em pacientes com infecção pelo HIV. Pacientes com HIV podem evoluir com quadros mais graves, bilaterais e com mau prognóstico visual. Objetivos: Estudar a frequência de sífilis ocular e de alterações oculares em pacientes com infecção pelo HIV e com o diagnóstico de sífilis ativa e/ou neurossífilis em acompanhamento no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), através de exame oftalmológico e da realização de tomografia de coerência óptica (OCT). Identificar associação entre variáveis demográficas, clínicas, laboratoriais (inclusive liquóricas), sociais e comportamentais com a sífilis ocular. Metodologia: Estudo transversal e descritivo de uma série de casos de pacientes com infecção pelo HIV e com diagnóstico de sífilis ativa e/ou de neurossífilis, realizado no Departamento de Oftalmologia do HUGG, no período compreendido entre agosto de 2020 e setembro de 2021. Foi realizada anamnese e obtenção de dados clínicos e laboratoriais. O exame físico oftalmológico foi composto de: medida de acuidade visual corrigida, avaliação das pupilas, biomicroscopia de segmento anterior, biomicroscopia de fundo de olho e oftalmoscopia binocular indireta sob midríase. Em seguida, foi realizado exame de OCT de área macular. As análises estatísticas foram realizadas com o uso do software IBM SPSS27.0. O nível de significância estatística para todas as análises foi fixado em 0,05. Resultados: De 40 pacientes avaliados, sífilis ocular foi encontrada em 7 (17,5%). Quatro pacientes (57%) exibiram bilateralidade. Cinco pacientes (72%) eram do sexo masculino (todos HSH) e dois (28%) eram do sexo feminino. A mediana da idade foi de 42 anos (IQ 33 – 49). Não foi encontrada associação estatística entre sífilis ocular e linfócitos T-CD4, carga viral plasmática do HIV e anormalidades liquóricas. Foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre o tempo de uso de TARV (p=0,034) e de diagnóstico da infecção pelo HIV (p=0,009) entre as populações com e sem sífilis ocular. As principais queixas foram: embaçamento visual (n=4; 57,1%), escotoma central (n=3; 42,8%) e floaters (n=2; 28,5%). Um paciente foi assintomático. Dentre os 11 olhos com sífilis ocular, um (9%) apresentou AV corrigida menor ou igual a 20/200. Os achados oculares foram: uveíte posterior (n=7; 100%), celularidade vítrea anterior (n=6; 85,7%), epitelite (n=4; 57,1%); vasculite (n=3; 42,8%) papilite (n=3; 42,8%), pseudorretinose pigmentar (n=3; 42,8%), DPAR (n=2; 28,5%) palidez de papila (n=2; 28,5%) e retinite cicatricial (n=1; 14,2%). As alterações ao exame de OCT foram: hiperreflectividade de coroide (n=4; 57,1%), disrupção da junção IS/OS (n=3; 42,8%), nodulação do EPR (n=2; 28,5%) e atrofia de EPR (n=2; 28,5%). Conclusão: Este estudo determinou a frequência de sífilis ocular e de alterações oculares por meio de exame físico e de OCT de pacientes infectados pelo HIV com diagnóstico de sífilis ativa e/ou neurossífilis, mesmo se assintomáticos. pt_BR
dc.subject.pt Sífilis pt_BR
dc.subject.pt Neurossífilis pt_BR
dc.subject.pt HIV pt_BR
dc.subject.pt Uveíte posterior pt_BR


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