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UM CORPO-ARQUIVO ENTRE PERFORMANCE, TRAUMA E CURA

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dc.contributor.advisor Zenicola, Denise Mancebo
dc.contributor.author Castro, Marcelo
dc.date.accessioned 2026-05-22T01:03:28Z
dc.date.available 2026-05-22T01:03:28Z
dc.date.issued 2025-12-17
dc.identifier.citation Castro, Marcelo. UM CORPO-ARQUIVO ENTRE PERFORMANCE, TRAUMA E CURA. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, 2025. pt_BR
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/unirio/15147
dc.description.sponsorship n/a pt_BR
dc.language.iso Portuguese pt_BR
dc.rights openAccess pt_BR
dc.title UM CORPO-ARQUIVO ENTRE PERFORMANCE, TRAUMA E CURA pt_BR
dc.type doctoralThesis pt_BR
dc.contributor.referee Zenicola, Denise Mancebo
dc.contributor.referee Silva, Adilson Florenttino da
dc.contributor.referee Gomes, Ana Beatriz Pestana
dc.contributor.referee Almeida, Ivone Maria Xavier de Amorim
dc.contributor.referee Fontes, Ramon Victor Belmonte
dc.degree.department CLA pt_BR
dc.degree.grantor Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO pt_BR
dc.degree.local Rio de Janeiro pt_BR
dc.degree.program Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas pt_BR
dc.subject.cnpq linguistica, letras e artes pt_BR
dc.subject.en performane pt_BR
dc.subject.en body-archive pt_BR
dc.subject.en trauma pt_BR
dc.subject.en HIV/AIDS pt_BR
dc.subject.en creativehealling device pt_BR
dc.description.abstracten The dissertation A BODY-ARCHIVE BETWEEN PERFORMANCE, TRAUMA AND HEALING emerges within the field of Performing Arts and Performance Practices as a manifesto, affirming that life, art, and research are not separate compartments but territories in constant ebullition, traversed by wounds, memories, and desires. This study originates from the lived experience of a body with HIV, marked by trauma and silence, in order to affirm the potency of the body-archive: a space of inscription and transmission of knowledge, but also of reinvention, where life itself is converted into an artistic, political, and healing gesture. The central question that ignites this investigation is: how can bodily archives traversed by traumatic experiences and the experience of living with HIV be reinscribed without reproducing the scene of violence, but instead establishing new presences, meanings, and poetics of resistance? To this end, four main objectives are outlined: (1) to forge creative-performative methodologies rooted in escrevivência and escrev[hiv]ência; (2) to elaborate dispositifs that activate bodily archives—feet, hands, hair, mouth, and blood—as poetic matter; (3) to tension, through artistic practice, the boundaries between autobiography, memory, and fiction; and (4) to contribute to reflection on performance as an aesthetic, political, and healing practice. The theoretical framework is constructed as a rhizome, weaving together multiple perspectives. Central contributions come from Diana Taylor (archive and repertoire), Leda Maria Martins (spiraling time), Eleonora Fabião (performative program), Conceição Evaristo (escrevivência), and Maurício Anunciação (escrev[hiv]ência), crossed by the rhizomatic thought of Deleuze and Guattari and the insurgent epistemologies of Catherine Walsh, Walter Mignolo, and Orlando Fals Borda. To this conceptual fabric is added Nise da Silveira, with the images of the unconscious, whose clinical-poetics affirm the creative potency of subjects in psychic suffering as a pathway to healing and world inscription. In continuity, trauma theories (Bessel van der Kolk, Peter Levine) broaden the understanding of the body as an archive of wounds, yet they appear not as manuals of pain, but as dialogues on bodies that remember, reorganize, and heal. The methodological path is founded on performative research, inseparable from what I call the Epistemology of Poetic Infection: a method that does not limit itself to observation, but dares, making lived experience into an aesthetic and healing laboratory that transforms scars into creative dispositifs. This trajectory materializes in actions such as Beija-flor (2018), Pé de Preto (2021), A Dor Virou Passarinho (2021), Não Morri de Covid (2021), and Não Sou Seu Criado-Mudo, Sinhá (2022), experimentations that reconfigure the body as a living archive. The results demonstrate that the body-archive asserts itself as a field of aesthetic elaboration and healing, capable of reinscribing traumatic memories and producing situated knowledge, in dialogue with performance studies, contemporary art, gender issues, and the experiences of people living with HIV. The main contribution of this dissertation is to establish a dialogue between art and science, between enchantment and neuroscience. It was not a matter of scientifically proving what was already known through lived experience: that art heals, that the aesthetic gesture is also therapeutic, and that the body can transform scars into forms of life. The research points to na emerging field between Art Therapy and Performance Therapy, in which knowledges contaminate one another rather than exclude themselves. In this space, neuroscience describes neurotransmitters and circuits, while performance mobilizes its potency of enchantment and world-making, highlighting the possibility of a fertile poetic contaminatio n between science and art. pt_BR
dc.degree.country Brasil pt_BR
dc.description.sponsordocumentnumber n/a pt_BR
dc.description.abstractpt A tese UM CORPO-ARQUIVO ENTRE PERFORMANCE, TRAUMA E CURA ergue-se no campo das Artes Cênicas e das Práticas Performativas como um manifesto, afirmando que vida, arte e pesquisa não são compartimentos estanques, mas territórios em ebulição, atravessados por feridas, memórias e desejos. O estudo nasce da experiência de um corpo que vive com HIV, marcado por traumas e pelo silêncio, para afirmar a potência do corpo-arquivo: espaço de inscrição e transmissão de saberes, mas também de reinvenção, no qual a vida se converte em gesto artístico, político e curativo. A questão central que incendeia esta investigação é: como reinscrever arquivos corporais atravessados por experiências traumáticas e pela vivência com HIV sem reproduzir a cena da violência, mas instaurando novas presenças, sentidos e poéticas de resistência? Para tanto, os objetivos delineados são: (1) forjar metodologias criativo-performativas enraizadas na escrevivência e na escrev[hiv]ência; (2) elaborar dispositivos que acionem arquivos corporais pés, mãos, cabelo, boca e sangue como matéria poética; (3) tensionar, pela prática artística, os limites entre autobiografia, memória e ficção; e (4) contribuir para a reflexão sobre a performance como prática estética, política e curativa. O campo teórico se constrói em rizoma, articulando diferentes matrizes de pensamento. São centrais Diana Taylor (arquivo e repertório), Leda Maria Martins (tempo espiralar), Eleonora Fabião (programa performativo), Conceição Evaristo (escrevivência) e Maurício Anunciação (escrev[hiv]ência), atravessados pelo pensamento rizomático de Deleuze e Guattari e pelas epistemologias insurgentes de Catherine Walsh, Walter Mignolo e Orlando Fals Borda. Soma-se a esse tecido conceitual Nise da Silveira, com as imagens do inconsciente, cuja clínica-poética afirma a potência criadora do sujeito em sofrimento psíquico como via de cura e inscrição de mundos. Em continuidade, as teorias do trauma (Bessel Van der Kolk, Peter Levine) ampliam a compreensão do corpo como arquivo de feridas, mas comparecem não como manuais de dor, e sim como diálogos sobre corpos que lembram, se reorganizam e curam. O percurso metodológico funda-se na Pesquisa-performativa, inseparável daquilo que denomino Epistemologia da Infecção Poética: um método que não se limita a observar, mas se arrisca, que transforma a experiência vivida em laboratório estético e curativo, convertendo cicatrizes em dispositivos criativos. Esse caminho se corporifica em ações como Beija-flor (2018), Pé de Preto (2021), A Dor Virou Passarinho (2021), Não Morri de Covid (2021) e Não Sou CriadoMudo (2022), experimentações que reconfiguram o corpo como arquivo vivo. Os resultados demonstram que o corpo-arquivo se afirma como campo de elaboração estética e de cura, capaz de reinscrever memórias traumáticas e produzir conhecimento situado, em diálogo com os estudos da performance, a arte contemporânea, as questões de gênero e as experiências de pessoas vivendo com hiv. A principal contribuição desta tese é instaurar um diálogo entre arte e ciência, entre encantaria e neurociência. Não se buscou provar cientificamente o que já se sabia pela vivência: que a arte cura, que o gesto estético também é terapêutico e que o corpo pode transformar cicatrizes em formas de vida. A pesquisa aponta para um campo emergente entre Arteterapia e Performanceterapia, em que saberes se contaminam em vez de se excluírem. Nesse espaço, a neurociência descreve neurotransmissores e circuitos, enquanto a performance mobiliza sua potência de encantaria e invenção de mundos, evidenciando a possibilidade de uma fecunda contaminação poética entre ciência e arte. pt_BR
dc.subject.pt performance pt_BR
dc.subject.pt corpo arquivo pt_BR
dc.subject.pt trauma pt_BR
dc.subject.pt HIV/AIDS pt_BR
dc.subject.pt dispositivo criativo/curativo pt_BR


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