| dc.contributor.advisor | Lima Neto, Manoel Ricardo de | |
| dc.contributor.author | França, Juliana Mesquita Zikan | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-08T18:16:17Z | |
| dc.date.available | 2026-06-08T18:16:17Z | |
| dc.date.issued | 2026-02-09 | |
| dc.identifier.citation | FRANÇA, Juliana Mesquita Zikan. O gesto do facão: mulheres indígenas, memórias de resistência e luta pela vida. 2026. 151 f. Tese (Doutorado em Memória Social) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/unirio/15208 | |
| dc.description.sponsorship | CAPES | pt_BR |
| dc.language.iso | Portuguese | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.title | O gesto do facão: mulheres indígenas, memórias de resistência e luta pela vida | pt_BR |
| dc.type | doctoralThesis | pt_BR |
| dc.contributor.referee | Lima Neto, Manoel Ricardo de | |
| dc.contributor.referee | Fantinato, Manuela Rodrigues | |
| dc.contributor.referee | Amorim, Bianca Rihan Pinheiro | |
| dc.contributor.referee | Bastos, Laíse Ribas | |
| dc.contributor.referee | Gomes, Lílian Alves | |
| dc.degree.department | CCHS | pt_BR |
| dc.degree.grantor | Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO | pt_BR |
| dc.degree.local | Rio de Janeiro,RJ | pt_BR |
| dc.degree.program | Programa de Pós-Graduação em Memória Social | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | MULTIDISCIPLINAR. MEMÓRIA SOCIAL | pt_BR |
| dc.subject.en | Memory | pt_BR |
| dc.subject.en | Indigenous Women | pt_BR |
| dc.subject.en | Performance | pt_BR |
| dc.subject.en | Machete | pt_BR |
| dc.subject.en | Unsubmissiveness | pt_BR |
| dc.description.abstracten | This thesis traces the paths taken by Indigenous women from different groups, accompanied by their machetes. Historically, this object was incorporated into Indigenous cosmo-sociocultural dynamics through Amerindian exchanges and introduced as a work tool in missionary settlements from the 16th century onwards. This process extended throughout the centuries, reaching the 20th century, when the machete became part of the rapprochement practices mobilized by state Indigenous policies aimed at pacification, cultural assimilation, and national integration. It proposes to deepen the analysis of the episode that became known worldwide from the image that records the gesture performed by Tuíre Mẽbêngôkre-Kayapó. To this end, the work brought together a diverse set of knowledge and references, inscribing this event in the field of social memory and analyzing it as a cultural performance that transcends the specific scene and context situated within the Mẽbêngôkre-Kayapó, finding resonances in other Indigenous realities. The development of this research was based on a qualitative and interdisciplinary approach, grounded in a theoretical-conceptual analysis and the use of interpretive and experimental methods. The investigation relied on a critical reading of bibliographic sources and visual records (photographic and audiovisual) of the gesture of Tuíre Mẽbêngôkre-Kayapó, widely disseminated by the hegemonic press at the time and subsequently revisited by different authors. The work also engages with secondary sources, such as documentaries, news reports, images, and academic records, expanding the understanding of Tuíre's gesture to what I call the "machete gesture". This analytical shift occurs when following other Mẽbêngôkre-Kayapó women, as well as the artistic actions and productions of Moara Tupinambá, Zahy Tentehar-Guajajara, Ehuana Yaira Yanomami, Arissana Pataxó, and Sallisa Rosa, treating the machete gesture as a political, performed, and active act, embedded in a long history of Indigenous struggles against colonial, state, and capitalist violence. The analyses were supported by Diana Taylor's studies of (counter)hegemonic performance and Silvia Rivera Cusicanqui's ch’ixi epistemology, in dialogue with Walter Benjamin's notions of "destruction" and Sandra Benites's notions of "awakening memory". Therefore, the research revealed itself to be polysemous and dynamic, starting from the gesture of the machete, evidencing a narrative that articulates with other indigenous women as an expression of a collective and embodied memory, as an unsubmissive force that refuses to adopt the language of the other, refuses to accept developmental projects, making visible the historical and symbolic violence exercised on indigenous bodies and identities and, at the same time, expressing the vitality of indigenous women's resistance strategies. | pt_BR |
| dc.degree.country | Brasil | pt_BR |
| dc.description.sponsordocumentnumber | n/a | pt_BR |
| dc.description.abstractpt | Esta tese percorre os caminhos trilhados pelas mulheres indígenas, de distintos grupos, acompanhadas de seus facões. Historicamente, esse objeto foi incorporado às dinâmicas cosmo-socioculturais indígenas por meio das trocas ameríndias e introduzido como instrumento de trabalho nos aldeamentos missionários a partir do século XVI. Esse processo estendeu-se ao longo dos séculos, alcançando o século XX, quando o facão passou a integrar as práticas de aproximação mobilizadas pelas políticas indigenistas estatais, voltadas à pacificação, à assimilação cultural e à integração nacional. Propôs-se a aprofundar a análise do episódio que se tornou mundialmente conhecido a partir da imagem que registra o gesto realizado por Tuíre Mẽbêngôkre-Kayapó. Para tanto, o trabalho reuniu um conjunto diversificado de conhecimentos e referências, inscrevendo esse acontecimento no campo da memória social e analisando-o como uma performance cultural que ultrapassa a cena específica e o contexto situado Mẽbêngôkre-Kayapó, encontrando ressonâncias em outras realidades indígenas. O desenvolvimento desta pesquisa, fundamentou-se em uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, fundamentada em uma análise teórico-conceitual e no uso de métodos interpretativos e experimentais. A investigação baseou-se na leitura crítica de fontes bibliográficas e de registros imagéticos (fotográficos e audiovisuais) do gesto de Tuíre Mẽbêngôkre-Kayapó, amplamente difundido pela imprensa hegemônica à época e posteriormente retomado por diferentes autores. O trabalho também dialoga com fontes secundárias, como documentários, reportagens, imagens e registros acadêmicos, expandindo a compreensão do gesto de Tuíre para o que denomino “gesto do facão”. Esse deslocamento analítico ocorre ao acompanhar outras mulheres Mẽbêngôkre-Kayapó, assim como ações e produções artísticas de Moara Tupinambá, Zahy Tentehar-Guajajara, Ehuana Yaira Yanomami, Arissana Pataxó e Sallisa Rosa, tratando o gesto do facão como um ato político, performado e ativo, inserido em uma longa trajetória de lutas indígenas contra a violência colonial, estatal e capitalista. As análises foram sustentadas pelos estudos da performance (contra)hegemônica de Diana Taylor e pela epistemologia ch’ixi de Silvia Rivera Cusicanqui, em diálogo com as noções de “destruição” em Walter Benjamin e de “acordar a memória” em Sandra Benites. Portanto, a pesquisa revelou-se polissêmica e dinâmica a partir do gesto do facão, evidenciando uma trama que se articula a outras mulheres indígenas como expressão de uma memória coletiva e incorporada, como uma força insubmissa que se recusa a adotar a língua do outro, se recusa a aceitar projetos desenvolvimentistas, tornando visível a violência histórica e simbólica exercida sobre os corpos e as identidades indígenas e, ao mesmo tempo, expressa a vitalidade das estratégias de resistência das mulheres indígenas. | pt_BR |
| dc.subject.pt | Memória | pt_BR |
| dc.subject.pt | Mulheres Indígenas | pt_BR |
| dc.subject.pt | Performance | pt_BR |
| dc.subject.pt | Facão | pt_BR |
| dc.subject.pt | Insubmissão | pt_BR |