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Introdução: O risco é inerente à atividade humana e consequentemente à assistência em saúde. Ao assumir a necessidade em reduzi-lo a um “mínimo aceitável”, compreende-se que, apesar dos esforços para garantir cuidados seguros e de qualidade, é fundamental reconhecer os fatores que influenciam o processo de cuidado. A segurança do paciente (SP) apresenta-se como um conjunto de práticas em saúde, fundamentadas em saberes, estratégias, protocolos e metas voltadas ao engajamento de todos os atores envolvidos na atenção à saúde. No cenário da atenção primária e por ser determinante na ampliação da cobertura universal de saúde, a imunização torna-se essencial para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS), que visa a assegurar vidas saudáveis e promover o bem-estar para todos, em todas as fases da vida de um indivíduo. Objetivo: analisar os fatores de risco que podem interferir na SP em sala de vacinação de unidades de APS em uma área programática localizada no município do Rio de Janeiro (RJ), Brasil (BR), conforme a percepção da equipe de saúde. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, em que se utilizou a técnica de grupo focal em formato presencial, através de um roteiro de perguntas abertas que foram feitas a profissionais que atuam em unidades de APS. Participaram 24 profissionais de saúde. A produção de dados foi realizada em quatro unidades da área programática (AP) 2.1, localizada no município do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, entre maio e junho de 2025, após aprovação do CEP das instituições proponente e coparticipante. Como auxílio na interpretação dos dados, utilizou-se o software IRaMuTeQ ® . Resultados e discussão: a análise dos dados a partir da Classificação Hierárquica Descendente (CHD) resultou em 7 classes agrupadas em 2 Categorias, que abordam os fatores de risco identificados pelos participantes da pesquisa e as estratégias apontadas pelos mesmos, a fim de possibilitar o gerenciamento de riscos. As principais palavras expressas nas respostas dos participantes, como “gelo”, “dúvidas”, “compressa”, “via”, “temperatura”, “enfermagem”, “intramuscular” e “subcutâneo, “preocupado”, ‘aplicar”, “depender”, “vacina”, “cartão” e “usuário e a associação entre elas identificam os fatores de riscos. Considerações finais: Foi possível analisar os principais fatores de risco presentes no contexto analisado. A pesquisa evidenciou que os profissionais de saúde reconhecem a existência de fatores de risco em sala de vacinação, além de levantarem estratégias que possam mitigar esses fatores de risco inerentes a esse contexto. É necessário avançar em práticas sistematizadas de monitoramento e gerenciamento dos riscos identificados. |
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